O encontro dos senadores Fernando Collor (PTB), Renan Calheiros (PMDB) e o vice-governador José Thomáz Nonô (DEM), em Arapiraca, mostra que a demora do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) em definir a própria posição nas eleições do próximo ano é assunto na pauta dos caciques.
Os três seguem em tratativas, sem o tucano.
Dão recado a Vilela: o chefe do Executivo é peça importante no próximo ano.
Mas, nem tanto.
E mostram que há palanque para os três, juntos.
São inimigos cordiais. Todavia, não trancam as portas. Preferem deixar as chaves do lado de fora, para facilitar o trânsito.
Também há outro aviso: Renan e Collor não se abraçam nem vão anunciar o fim da parceria político-eleitoral.
Em nome de quê agiriam assim?
São pragmáticos. Formam o palanque da presidente Dilma em Alagoas, líder nas pesquisas.
Vivem hoje. Vão à guerra amanhã.
Perderam as eleições em Maceió. Ganharam no interior- como em Arapiraca.
Nonô deu seu recado: é amigo de todos. (Porque- quem sabe- todos podem dar votos a ele).
Nonô, Renan e Collor oferecem a Vilela o plano do isolamento político.
E Vilela? Sobrevive ao fogo-amigo?