A Cooperativa Sonho de Liberdade, formada por presidiários do Distrito Federal, ajuizou nesta quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP) ofertas de emprego para o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares.

Para Genoino, cuja saúde ainda inspira cuidados segundo seus advogados, a vaga disponibilizada é de costura de bolas. A remuneração seria de R$ 5 para cada artigo produzido. Já para Dirceu, a oferta é de um cargo como administrador da parte de fabricação de artefatos de concreto. No caso do ex-ministro, a remuneração seria de 75% do valor do salário mínimo, o que daria R$ 508,50.

Delúbio Soares mereceu uma atenção especial na proposta de trabalho oferecida pela cooperativa. Segundo a oferta, o ex-tesoureiro “não demonstrou a nosso ver nenhuma habilidade em outras funções se não a de tesoureiro do partido político aonde se constatou não ser de confiança (dessa forma) não podemos alocá-lo em um cargo administrativo com acesso às finanças da cooperativa”. O emprego oferecido, portanto, foi  de assistente de marcenaria, com a mesmo remuneração de Dirceu.

“Eles não podem dizer que não tiveram ofertas de emprego. Causa estranheza que um presidiário tenha acesso a um salário de R$ 20 mil enquanto outros companheiros da Papuda recebem 75% de um salário mínimo. Estamos propondo uma reeducação social por meio de empregos condizentes com a atual situações dos condenados”, disse ao Terra Jomateleno dos Santos Teixeira, presidente da Confederação do Elo Social Brasil.