O blog não persegue o presidente do Tribunal de Contas de Alagoas, Cícero Amélio.

Mas, a decisão do Tribunal de Justiça que enterra a "lei Fontan"- que carimbava o retorno do seu irmão, Arnaldo Fontan, à Câmara de Vereadores, pelo tapetão- é um alívio à sociedade infestada por taturanas e rodoleiros.

Por que?

Amélio - agora- tem nas mãos a chance de escolher se opta por aumentar o duodécimo de todas as câmaras de vereadores de Alagoas (para atender a uma posição pontual do Legislativo-mirim da capital).

Porque o presidente do TC- que já leva adiante a estranha compra, sem licitação, de estátuas para a Corte de Contas- precisaria apenas tentar recuperar um certo prestígio do Palácio de Vidro da Fernandes Lima.

Decidindo, por exemplo, uma ampla rediscussão sobre as contas da Casa de Tavares Bastos. Elas não são aprovadas desde 2009. Um abuso ao contribuinte que sustenta uma elite carcomida e preguiçosa, sugando a seiva do TC.

A gestão Amélio carrega até namorados de filhos de apaniguados na folha de pagamento.

Um trem de luxo em meio ao nosso caos social. Ou talvez uma avacalhação mantida por uma tradição (?!).

Cabe a Amélio não associar o próprio nome e o do irmão Fontan aos crimes do Código Penal.

Do sobrenome ao sinônimo, vale apenas um pulo.