Quanto custa o silêncio de instituições alagoanas, como os sindicatos, em cima das denúncias contra a Assembleia Legislativa?
A mais nova delas, do deputado JHC, mostra quarenta e seis movimentações bancárias logo após a saída, por ordem da Justiça, da Mesa Diretora, que volta em janeiro com sorriso cínico nos lábios.
Há de se perguntar se apenas a busca do vil metal é o maior objetivo de instituições com um papel histórico importante na luta democrática- como a OAB.
Pior que o escândalo na Casa de Tavares Bastos é a descrença do alagoano mais comum com a política. E também pior é a falta de confiança na sociedade civil organizada.
Afinal, nas greves, os sindicatos precisam de apoio da mesma sociedade.
Falta um ano da eleição, e as denúncias no Casarão da Praça Dom Pedro segundo praticamente não movimentam sequer a bancada federal de Alagoas, apesar de estamparem as capas de todos os jornais e sites.
O silêncio pode indicar muita coisa. Até mesmo o fingimento dos inocentes, de olho nas urnas e no apoio parlamentar, garantindo tudo como está.