Presidente da Câmara de vereadores do Município de Viçosa, Micheline Fernandes Toledo denunciou perseguição por parte do prefeito do município Flaubert Filho e de outros vereadores.
A vereadora disse à reportagem do CadaMinuto que “depois de começar a pedir a prestação de contas por parte da prefeitura as ameaças se tornaram constantes. Num encontro acontecido recentemente junto a um grupo político de oposição e ligado à prefeitura, deixaram bem claro que a coisa agora era pessoal e não só política. Eles querem me engessar”, afirmou Micheline.
Para salvaguardar sua segurança, a vereadora esteve na sede da Polícia Federal e na Polícia Civil em Maceió, nesta terça-feira (26), para fazer Boletim de Ocorrência sobre os disparos acontecidos na porta de sua casa no último sábado (23). “Por volta das 15h, foram deflagrados seis tiros na porta de minha casa. Chamamos a polícia e esperamos que as autoridades cheguem até o autor dos disparos”, contou Micheline.
Desde que assumiu a presidência da Câmara, a vereadora prima pela transparência e pela prestação de contas, não só do erário público, mas também das ações e projetos que refletem de forma direta ou indireta na comunidade de Viçosa. “É preciso que haja compromisso e responsabilidade com o dinheiro público. Estamos aqui para servir à população e devemos sim uma explicação à comunidade”, disse a presidente da Câmara.
Previdência
A presidente da Câmara pediu em julho de 2013, à presidente do Instituto de Previdência do Município de Viçosa (IPASMV), o extrato bancário referente às receitas do instituto no período de janeiro de 2009 até maio de 2013. Devido à ausência de respostas, o mesmo pedido foi enviado ao Ministério Público disse a vereadora.
Levantamentos feitos no Instituto revelam que até 2012 deveria constar na conta uma quantia de aproximadamente R$ 13 milhões. “Porém na conta do IPASMVconstava uma quantia de R$ 3 milhões. O questionamento agora é onde estão os outros R$ 9 milhões que foram retirados dos salários dos servidores e não repassados à previdência?”, questionou a presidente da Câmara de Viçosa.
Após o questionamento o prefeito da cidade pediu em regime de urgência a aprovação do parcelamento da dívida do município acertado por intermédio da Lei Nº019, de 16 de outubro de 2013, onde pede a autorização das contribuições devidas e não repassadas ao IPASMV num total de 240 parcelas.
Cortes
“Uma medida que incomodou alguns edis foi o corte da verba de gabinete. Dos R$3,5 mil houve uma redução para R$ 1,600. O descontrole era muito grande. Outro ajuste aconteceu com as diárias. Em 2009 o município teve um gasto de R$ 200 mil. Já após a regulamentação de prestação de contas sugerida pela Câmara de vereadores solicitando a abertura de processo para a liberação de verbas para o custeio de viagens de trabalho, os gastos em 2013, até o momento estão em R$ 32 mil”, destacou Micheline.
“Só quero deixar claro que, apesar do gestor de Viçosa tomar atitudes intempestivas “ele não vai passar por cima de mim como um trator. Quem me colocou aqui foi o povo e a ele devo uma satisfação”, concluiu a presidente da Câmara, Micheline Fernandes Toledo.
