O Ministério Público Estadual vê como manobra a tentativa da presidente da Assembleia, Flávia Cavalcante (PMDB), de suspender o pagamento dos servidores da Casa alegando a falta do computador onde está a folha de pagamento do Legislativo estadual.
Para o MP, a Assembleia quer jogar os funcionários do poder contra os promotores que tocam a investigação.
A explicação: o chefe de gabinete de Flávia, Ademar, assinou documento atestando o recebimento de três computadores apreendidos pelos promotores, como parte da devassa na Assembleia.
Isso foi há dez dias.
Alegou-se que o principal computador – com a folha de pagamento- não havia sido devolvido.
O MP contactou os funcionários do gabinete de Flávia Cavalcante, na semana passada, para se mostrar qual dos computadores era chamado de “principal”.
No MP, os dois servidores da Assembleia não souberam dizer quem era quem.
A reação gerou estranheza.
Ontem, novamente, o MP voltou a falar com funcionários da Presidência, para se identificar qual dos computadores- ainda apreendidos- têm as informações dos funcionários da Casa de Tavares Bastos para a liberação do salário dos servidores.
Nenhuma resposta foi dada pela gestão Flávia Cavalcante.
O duodécimo da Assembleia está depositado desde o dia 20 de novembro, pelo Governo.
E para criar uma crise em cima da crise, os deputados e os funcionários ficam sem receber salários, por ordem da gestão Flávia Cavalcante.
Em tempo: Nesta quarta-feira, 27, os computadores restantes- ainda no MP- serão devolvidos.