Num país onde a pobreza ainda é uma realidade e a falta de oportunidades de emprego reflete no número de pessoas sem ocupação fixa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao ano de 2012, apontam que apesar da taxa de desemprego no país ter seu menor nível histórico, com 4,6%, ainda apresenta números alarmantes com 1,136 milhão de pessoas sem ocupação.

Segundo os dados, nesse número de desocupados estão incluídos os empregados temporários que são dispensados como também aqueles que seguem na incessante busca de uma oportunidade no mercado de trabalho.

Já em Alagoas, a situação não é muito diferente. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou que o estado teve seu pior desempenho do país na criação de novas vagas de trabalho formal, nos primeiros meses de 2013.

Para se ter noção da deficiência de desenvolvimento nesse aspecto, somente de janeiro a julho deste ano quase 40 mil postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no Estado o que levou Alagoas a acumular um índice negativo de 10,76%. Esse foi o pior desempenho registrado nos últimos dez anos.

Diante desse quadro, a única alternativa para milhares de famílias é apostar na informalidade e buscar nesse mercado o 'ganha pão' de cada dia. As áreas são as mais diversas e é dentro de casa que muita gente consegue montar um pequeno negócio, ganhar destaque, formar clientela e garantir o sustento do lar.

Em outros casos, o trabalho serve como uma renda extra e alimenta sonhos para o futuro, como na vida de Taian Melo e Adelia Lyra. Uma é estudante, a outra farmacêutica, mas são nas peças de bijouterias que ambas depositam a criatividade e têm expectativas para a vida de negócios. 

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