O empresário Guilherme Bulhões - filho do ex-governador de Alagoas Geraldo Bulhões – e o policial militar Joseildo Ferreira Cavalcante são ouvidos nesta quarta-feira (20), durante audiência de instrução, sob a acusação de envolvimento na morte de Edivaldo Polido Lins Neto, 26, e Sylvio Bismark Ângelo, 24, integrantes da ‘gangue dos playboys’. A audiência acontece no Fórum do município de Santa Luzia do Norte.

Além dos dois acusados dos homicídios, duas testemunhas também são ouvidas pelo juiz da comarca. O caso é acompanhado pelo promotor de Justiça Flávio Costa. A expectativa é que outras duas testemunhas sejam também ouvidas, neste caso, por carta precatória. Após a conclusão das oitivas, o juiz do caso irá decidir se os acusados irão ou não à júri popular.

Edivaldo Polido Lins Neto, 26, e Sylvio Bismark Ângelo, 24, fora encontrados mortos em julho deste ano num canavial no município de Satuba. Eles eram foragidos da polícia por integrarem uma quadrilha envolvida em sequestros relâmpagos ocorridos na capital alagoana. O alvo da quadrilha era idosos com alto poder aquisitivo.

Um dia anterior ao que os corpos foram encontrados (11 de julho), a Polícia Civil de Alagoas desencadeou uma operação denominada Playboy, com o objetivo de prender o bando, cumprindo mandados de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. As prisões foram efetuadas nos bairros da Ponta Verde, Jatiúca e Poço, por meio da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), sob o comando da delegada Ana Luiza Nogueira. 

Alexandre Melo, Denis Viana e Zé Neto foram presos sob a acusação de envolvimento em pelo menos dez sequestros relâmpagos; já Sylvio Bismarck e Edivaldo Polido Lins Neto estavam foragidos e os corpos deles foram encontrados por policiais militares. A identificação foi possível após a entrada dos corpos no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em Maceió.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, o sargento Joseildo Ferreira Cavalcante teria recebido dinheiro de uma das vítimas para cometer os assassinatos. A vítima que teria encomendado o crime foi o empresário Guilherme Bulhões, conforme apontam as investigações policiais.