França e Portugal, seleções mais tradicionais entre as oito que disputaram a repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2014, carimbaram o passaporte para o Brasil, eliminando Ucrânia e Suécia, respectivamente.

Mais cedo, Grécia e Croácia também garantiram suas vagas, tirando Romênia e Islândia da disputa.

No total, o continente europeu terá 13 representantes no Brasil no ano que vem. Holanda, Itália, Bélgica, Suíça, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Rússia e Bósnia conseguiram a vaga direta ao terminar na liderança das suas chaves nas eliminatórias.

No Stade de France de Saint-Denis, a França conseguiu uma façanha histórica ao derrotar a Ucrânia por 3 a 0, revertendo uma situação muito complicada após a derrota por 2 a 0 sofrida na última sexta-feira em Kiev.

"Esta é a magia do futebol. É muito importante para o futebol francês estar presente no Brasil no ano que vem. Precisávamos fazer dois grandes jogos. O primeiro foi péssimo, mas o segundo foi espetacular", comentou o técnico Didier Deschamps, que depois da partida foi confirmado no cargo até 2016, ano em que a França disputará a Eurocopa em casa.

Nunca na história das repescagens uma equipe tinha conseguido garantir sua vaga para o Mundial depois de perder a primeira partida por 2 a 0.

Mamadou Sakho abriu o placar para os 'Bleus' aos 22 de jogo, Karim Benzema ampliou aos 34 e Oleh Gusev marcou contra o gol que classificou os franceses aos 27 da etapa final.

Esta vitória lavou a alma de uma a equipe que vinha sendo muito criticada por causa do vexame da última Copa do Mundo, disputada em 2010 na África do Sul, quando os franceses foram eliminados logo na primeira fase.

Na ocasião, Ribéry e companhia protagonizaram uma enorme polêmica ao ensaiar uma greve, recusando-se a sair do ônibus para protestar contra o corte do atacante Nicolas Anelka, que tinha xingado o treinador Raymond Domenech.

A classificação para aquela Copa também foi marcada pela polêmica, já que aconteceu graças a um gol marcado com a mão por Thierry Henry na prorrogação da repescagem contra a Irlanda.

Desta vez, o triunfo dos 'Bleus' não sofreu contestação e a equipe, que vinha sendo muito criticada nos últimos meses, mostrou muita raça e foi abraçada pela torcida do Stade de France.

Já a seleção portuguesa garantiu a classificação fora de casa ao vencer a Suécia por 3 a 2, em mais um capítulo do duelo de craques entre Cristiano Ronaldo e Zlatan Ibahimovic.

Os dois astros não decepcionaram, anotando todos os gols da partida, mas quem levou a melhor foi CR7, que já tinha balançado as redes na vitória por 1 a 0 dos portugueses no jogo de ida.

Ronaldo abriu o placar aos 5 minutos do segundo tempo, mas 'Ibra' virou para os suecos aos 22 e 27. CR7, porém, não se deu por satisfeito, empatando aos 31 e decretando a virada dois minutos depois.

"Não tenho nada a provar para ninguém. Acho que hoje mostrei o que venho sendo nos últimos anos. Eu faço entre 40 e 50 gols por temporada, isso não é para qualquer um", declarou o craque português à rede de televisão RTP.

No Brasil, Portugal terá a companhia da Grécia, que acabou com o sonho luso de conquistar o título europeu em casa no ano de 2004 ao vencer por 1 a 0 a final disputada em Lisboa.

Na Romênia, os gregos empataram em 1 a 1, administrando sem maiores problemas a vantagem conquistada no jogo de ida, quando venceram por 3 a 1 em casa na última sexta-feira

Kostas Mitroglou, que tinha balançado as redes duas vezes na Grécia, foi o herói da classificação do seu país.

O artilheiro do Olympiakos abriu o placar aos 23 minutos de jogo e Vassilis Torossidis marcou contra o gol de empate da Romênia aos 10 da etapa final.

Em Zagreb, Croácia derrotou a Islândia por 2 a 0, mesmo jogando mais da metade da partida com um jogador a menos.

O atacante Mario Mandzukic, do Bayern de Munique, foi expulso aos 38 do primeiro tempo, 11 minutos depois de ter anotado o primeiro gol croata. O islandeses, porém, não conseguiram aproveitar a superioridade numérica e Darijo Srna selou a classificação dos anfitriões.