O bate-boca entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), rendeu uma promessa que virou armadilha.
Renan marcou para terça a votação da PEC do Voto Aberto- a segunda votação, porque a proposta passou por 54 a 10 (uma abstenção), mas não foi à segunda votação por falta de quórum.
Problema é que os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) podem não ter os mandatos cassados na Câmara- se a PEC do Voto Aberto não valer.
Calheiros é alvo de pressão: se a PEC passar, os deputados que aprovarem ou não a cassação dos mensaleiros não terão mais o recurso do voto secreto- salvaguarda da impunidade.
Sem o voto secreto, nada de esconderijo para os colegas.
E se a PEC não passar? Novo desgaste a Renan, com imagem performática em Alagoas na disputa ao Governo (?).
Lembrando que os protestos de junho tinham como alvo- também- o presidente do Senado.