Os casos de assassinato no Pilar seriam evitados se duas medidas estivessem valendo na prática: A construção de uma base comunitária, para o policiamento mais ostensivo na região; e um sistema de bloqueio de sinal de celular nos presídios de Alagoas, uma recomendação de novembro do ano passado, do Conselho Estadual de Segurança.
E para o Conselho, os mais de sessenta homicídios em três meses podem estar sendo comandados dos presídios. Os autores serão transferidos para cadeias federais.
Mas, a violência em Pilar não é novidade para ninguém. Em junho deste ano, enquanto o Governo comemorava o aniversário do Brasil mais Seguro, o procurador-Geral de Justiça, Sérgio Jucá, traçava um plano para desafogar a quantidade assustadora de inquéritos parados desde dois mil e quatro. Eram 347- 224 de homicídios.
Na lista de pedidos?- Mais polícia para a região.
Cinco meses depois e a escalada do crime ficou quase incontrolável: Mãe e filha assassinadas dentro de um táxi mostram- também- a crueldade do poder público. Pilar está na lista dos cem municípios mais violentos do Brasil. O quê justifica isso?
O silêncio atordoa quem pede uma cultura de paz em meio a guerra.
