O Tribunal de Justiça ainda não decidiu sobre o retorno do suplente de vereador, Arnaldo Fontan, à Câmara de Vereadores de Maceió, mas o clima lá dentro dá sinais de arenga política. É que o retorno de Fontan implicaria na abertura de mais nove vagas no Legislativo Municipal, o que aumentaria, e muito, o custo de manutenção.
Um grupo começa a ficar imensamente insatisfeito com o presidente da casa, vereador Chico Filho. Suspeitam da existência de um acordo dele com o presidente do Tribunal de Contas, Cícero Amélio, para que o TC vote favorável ao aumento do duodécimo dos vereadores e também reclamam da falta de transparência. Há informações de que os insatisfeitos hoje são majoritários.
Um acontecimento que fez esse grupo ficar de orelha em pé ocorreu na semana passada. Para haver uma adequação da Câmara a Lei de Responsabilidade Fiscal, 21 servidores ocupantes de cargos comissionados vinculados diretamente a Mesa Diretora foram exonerados. Apenas oito sobreviveram à degola.
O problema é que a suspeição sobre um suposto acordo entre os dois presidentes cresceu exatamente logo após a publicação dos atos de exoneração. É que os nomes não foram publicados no Diário Oficial. Daí, não é sabido se um sobrinho de Cícero Amélio – e que seria parte do suposto acordo-, ocupante do cargo de diretor de Assunto Legislativo na Câmara, está entre os que receberam o “até logo, bye, bye exoneração”.
Outro exemplo relatado de falta de transparência do presidente Chico Filho é o desconhecimento, por parte dos insatisfeitos, quanto à resposta dada a uma consulta feita pelo TC e pelo TJ que, de maneira geral, queriam saber quais as condições para que a Câmara funcionasse com 31 vereadores. Ninguém sabe o que foi informado aos dois tribunais.
Será que a resposta teria sido, “sim, nós podemos, nós temos dinheiro porque o TC vai ver que o nosso duodécimo pode, precisa e deve aumentar”.
Bom, os vereadores que já começam a enfrentar o presidente Chico Filho estão temerosos de que a questão só será resolvida durante o recesso. E isso se dará sem a presença dos parlamentares discursando contra ou a favor e também sem a presença do povo e da imprensa.
Essa seria a estratégia política dos que querem aumentar o número de vereadores. Esse seria o argumento favorável para atender grupos políticos, empresariais, familiares (e jurídicos?) que viram seus representantes e aliados derrotados na eleição de 2012. E, principalmente, para o sonhado aumento do duodécimo.
São tantos desejos, não é mesmo?