O tacão do Governo é quem vai definir o futuro da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
Se sentir- por exemplo- que a sessão da tarde desta terça-feira (12) ameaça os planos governamentais, o Palácio República dos Palmares pedirá o esvaziamento. Nenhum candidato tem a maioria absoluta na votação- o que abre espaço para a oposição, liderada pelo PT/PMDB.
E o Governo usará a chantagem, para convencer os parlamentares.
Por exemplo: se Severino Pessoa votar contra o nome governista, as empresas de sua família poderão esperar o endurecimento dos fiscais- do Governo- à porta.
E João Beltrão? O balístico deputado, se engrossar o discurso da oposição, perderá a estrada de Miaí de Baixo e Miaí de Cima- reivindicação antiga.
E a família Beltrão perderá espaço nas negociações sobre o estaleiro Eisa.
Flávia Cavalcante? Será retaliada com a perda de projetos na região Norte- seu celeiro eleitoral.
E Ricardo Nezinho? O Arapiranquense, do PMDB de Olavo Calheiros, perderá incentivos – dele mesmo- ao município.
O Governo tem nas mãos- ainda- o orçamento da Assembleia. Quem quer experimentar o atraso na verba de gabinete- que abastece os correligionários?
E os repasses a mais de dinheiro em dezembro? Quem quer perder?
E os cargos no Governo? Alguém arrisca sacrificá-los?
Nunca na história uma eleição para a Mesa Diretora foi tão democrática.
E nunca- na história – o Governo deixou de esconder sua intenção: tudo pode mudar, desde que continue do mesmo jeito.
