Dos oito deputados afastados dos cargos na Mesa Diretora, apenas Antonio Albuquerque (PRTB), Nelito Gomes de Barros (PSDB) e Dudu Hollanda (PSD) compareceram à Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) na tarde desta terça-feira (12), quando deveria ter ocorrido a escolha para os cargos vagos por determinação do juiz Alberto Jorge, da 18ª Vara Cível da Capital.
Em entrevista à imprensa, Antonio Albuquerque (PRTB), afastado do cargo de vice-presidente, chamou a atenção para o caráter precário do pleito e voltou a criticar a decisão judicial para a convocação de novas eleições. “O que está em xeque é a soberania do Poder Legislativo. A Assembleia não pode convocar eleições para cargos que não existem”, frisou, argumentando o caráter antidemocrático da determinação.
Segundo ele, ainda que seja eleita, a nova Mesa Diretora será “precária”, uma vez que qualquer determinação judicial, a qualquer tempo, pode dissolvê-la. O parlamentar também criticou a decisão da desembargadora Elisabeth Carvalho do Nascimento, que negou o pedido de suspensão dos efeitos da decisão que o afastou do cargo.
“Juridicamente, ninguém consegue entender o despacho, onde a desembargadora afirma que ninguém me acusa de nada, mas não provei que nada fiz”, questionou o deputado, se referindo ao trecho da decisão onde a desembargadora afirma que a defesa não provou que Albuquerque não tem participação nos atos investigados pelo Ministério Público Estadual.
“Depoimento isolado”
Em rápida conversa com os jornalistas, Nelito negou as acusações feitas a ele por uma ex-servidora comissionada do Poder Legislativo em depoimento ao Ministério Público do Estado (MPE/AL). Segundo a testemunha, o parlamentar se apropriava de quase todo o salário dela, que era lotada em seu gabinete.
O parlamentar negou as acusações - reveladas em uma reportagem do jornal Tribuna Independente -, disse que não conhecia a suposta servidora e classificou a denúncia como “depoimento isolado”.
