Há uma discussão no PMDB nacional que pode gerar também debates locais sobre o papel do partido do senador Renan Calheiros na disputa por espaços no Senado Federal. O motivo: as eleições de 2014 mudará a composição do Congresso Nacional e algumas bancadas podem sofrer alterações significativas. 

 

O PMDB - por exemplo - é o “fiel da balança” das decisões do Senado. Pode deixar de ser. Pode até perder o posto para PT.

 

O assunto também faz parte da vida de outras legendas.

 

O PTB do senador Fernando Collor de Mello está sob a ameaça de ter sua bancada diminuída de forma surpreendente. A renovação do Senado Federal pode ser de até 1/3. Isto tem gerado discussões em muitos diretórios nacionais.

 

No PMDB, leva-se em conta até as idades avançadas de alguns senadores: José Sarney, Pedro Simon e Garibaldi Alves, por exemplo. Ou seja: uma discussão em longo prazo. Se a discussão influir em algo pelas bandas de Alagoas, o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB) pode ganhar espaço para concorrer ao Senado Federal.

 

No caso do partido de Collor, o PTB é apontado como a legenda que deve sofrer a maior derrota percentual. São seis senadores - incluindo Fernando Collor de Mello - que parte para a tentar a renovação do mandato.

 

Em Alagoas, com a vereadora Heloísa Helena (PSOL) e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) como possíveis rivais, a situação de Collor não é confortável. Tanto que o senador já colocou o bloco na rua antecipadamente. E Collor é tido como o que tem melhor cenário para se reeleger. Imagine quem está com o pior.

 

Se Collor disputar o governo do Estado, aí é que o PTB sai perdendo mesmo!

 

Mas, a situação também é complicada para Democratas e para o PSDB, na busca por manter espaços no Senado Federal. Numa bancada de 12, cinco precisam renovar o mandato no próximo ano. Destes, apenas Álvaro Dias possui um cenário favorável. Em Alagoas, o de Teotonio Vilela - como já dito acima - é tão ou mais complicado que o de Collor, já que o governador é o terceiro colocado na disputa pelo Senado.

 

Os tucanos trabalham outras possibilidades para o Senado: José Serra em São Paulo e Tasso Jereissati no Ceará. O PT apresenta uma melhor situação. Apenas três petistas partem para a renovação do mandato. Dois são considerados favoritos na disputa. O Partido dos Trabalhadores ainda trabalha mais candidaturas competitivas pelo Brasil.

 

O PT - nacionalmente - define um quadro que, diante da queda dos aliados e da oposição, pode ter um melhor controle do Senado Federal. Se tudo se encaminhar assim, os petistas passam a depender menos do PMDB e de outros aliados. Com o PMDB, a relação já é tensa nos dias de hoje. 

 

Eis aí a preocupação do diretório nacional do PMDB. Mesmo aliado da presidente Dilma Rousseff (PT), não será em nome de uma ideologia que os peemedebistas vão querer perder a condição de “fiel da balança”. 

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