Com o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), eleito para presidir o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, abre-se uma nova fase - que já estava em andamento, mas agora terá mais força e intensidade - de discussão e alianças externas envolvendo os petistas em Alagoas.
O PT deve permanecer - evidentemente! - no bloco dos aliados da presidente Dilma Rousseff (PT). O mais provável é que, em uma majoritária, marche junto com o PMDB do senador Renan Calheiros, independente do candidato ser o próprio Calheiros ou o deputado federal Renan Filho (PMDB) - tido como o “plano B” da legenda.
Com a eleição interna, se define que o PT estará com o papel de coadjuvante nas coligações locais. O objetivo principal são as eleições proporcionais. Manter a vaga que possui na Câmara de Deputados, já que Paulão assumiu o mandato no lugar de Joaquim Beltrão (PMDB), eleito em 2010. Manter ainda o espaço na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Na Casa de Tavares Bastos, são três cadeiras: Ronaldo Medeiros, Judson Cabral - que perdeu as eleições internas - e Marquinhos Madeira.
Na majoritária, o PT também já pode ter um candidato ao Senado Federal: Fernando Collor de Mello (PTB). Um nome do qual Paulão se aproximou - conforme bastidores políticos - encontrando portas abertas para uma aliança. Entretanto, a aliança entre Collor e Renan Calheiros ainda é discutível em Alagoas, em função do peso dois dois em um mesmo palanque. Há uma teoria - no conselho político do PMDB, por exemplo - da “soma de rejeições”.
Paulão conduzirá este processo. Pode ainda - como se viu em matérias e análises já feitas sobre as composições para 2014 - o PT indicar o vice, em uma composição com o PMDB. O Partido dos Trabalhadores seguirá orientações nacionais.
O PMDB - por sua vez - senta na mesma de discussões com as pesquisas eleitorais - de vários institutos - embaixo do braço. Sabe que os números são favoráveis.
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