Diante dos excessos em manifestações, principalmente em Rio de Janeiro e São Paulo, o governo definiu uma força-tarefa para dar agilidade ao Estado na repressão ao vandalismo. Até o fim do mês, deverão ser apresentadas uma proposta de pronto atendimento judicial e um fórum de diálogos sociais, além de um protocolo comum entre as polícias dos dois Estados. "Nós temos grande urgência, por isso estamos trabalhando com grande velocidade", afirmou o ministro. "Estamos juntos na defesa a favor das manifestações e contra os atos de vandalismo."

Na semana passada, Cardozo havia reunido os secretários de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, e do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, para discutir a adoção de um protocolo de atuação policial que delimite as competências das polícias civis e militares paulista e fluminense e da Polícia Federal. Na última terça-feira, Cardozo confirmou que a troca de informações está ocorrendo na prática.

Hoje, o encontro entre Cardozo, os secretários e representantes da Conselho Nacional do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encerrou com duas tarefas a serem apresentadas até o dia 25 deste mês. A primeira é a de um fórum de diálogos sociais, que, segundo o ministro, serviriam "para que as pessoas pudessem comparecer e colocar a situação que vivenciam de violência e abusos e a partir desse diálogo ser levado às instâncias governamentais".

A segunda proposta ainda não está totalmente definida, mas seria a de pronto atendimento judicial nas situações que se caracterizarem abusivas nas práticas de manifestações. Segundo Cardozo, serviria "para que pessoas que tenham seus direitos atingidos ou o próprio Estado, ao ver situação de ilegalidade, possa agir imediatamente sem perder agilidade".

Um comitê formado por representantes do Ministério da Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, do Conselho Nacional do Ministério Público, da OAB e das secretarias de Segurança Pública do Rio e de São Paulo analisará as propostas finais no próximo dia 29. O colegiado arredondará propostas legislativas concretas para que as propostas entrem em vigor.