Enquanto integrantes dos movimentos sociais e servidores da Casa de Tavares Bastos protestavam do lado de fora, em plenário o deputado João Henrique Caldas (SDD) denunciou que o procurador-geral da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), Fábio Ferrario estava sendo acusado de “assédio moral” pelos funcionários e anunciou a apresentação de um requerimento solicitando a exoneração do advogado do cargo.
“O procurador não tem legitimidade, foi escolhido de forma antidemocrática e age de forma truculenta, intimidando os servidores. Queríamos um procurador independente para dar respostas aos problemas dessa Casa”, frisou o parlamentar, acrescentando que Ferrario age como advogado da Mesa Diretora e não como procurador da Casa.
João Henrique Caldas também repudiou as declarações atribuídas ao procurador por um servidor da Casa. Segundo o funcionário, ao pedir soluções para um problema administrativo, Ferrario teria dito que ele cobrasse de JHC, que era o “culpado” por tudo o que estava acontecendo.
“Ainda bem que eu sou o culpado”, afirmou o deputado, sendo aplaudido pelo grupo de funcionários que acompanhou a sessão na galeria do plenário. Por fim, ele solicitou que a presidente em exercício, Flávia Cavalcante (PMDB), analise seu requerimento, argumentando que, com o afastamento da Mesa e da Diretoria Financeira da ALE, não faz mais sentido a permanência do procurador-geral.
Gilvan Barros (PSDB) também prestou solidariedade aos funcionários e defendeu que os pleitos da categoria em relação ao pagamento de salários atrasados e do enquadramento correto no Plano de Cargos e Carreiras (PCC) sejam analisados e encaminhados com a maior brevidade.
Manifesto
A exoneração do procurador da ALE é um dos pontos do manifesto entregue pelos servidores a presidente em exercício na tarde desta quinta-feira. No documento, a categoria alega que “desde a mudança na direção da Procuradoria Geral, os servidores vêm sofrendo todo tipo de constrangimento e ameaças, inclusive com o procurador-geral, pessoa alheia ao serviço público, se arvorando de bedel da vida administrativa da Assembleia Legislativa Estadual”
Em outro trecho, a categoria afirma que “o procurador-geral, em vários momentos, a pretexto de fiscalizar ponto, assedia moralmente os servidores com ameaças de demissão”
O manifesto encabeçado pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Servidores dos Poderes Legislativos Federal, Estaduais e do Distrito Federal (Fenale) solicita ainda a nomeação de um servidor efetivo da Casa para o cargo.

