O senador Fernando Collor põe a dúvida no lugar da certeza, ao dizer que Renan Calheiros é nome fechado ao Governo de Alagoas.

Evita, porém, falar a palavra "descartado" sobre Renan. Apesar do Chapão (e Collor não assume isso) já tratar o futuro político de Calheiros longe do Executivo.

O blog conversou com Collor na semana passada. Falou de Célia Rocha ("ótimo" nome ao Governo), Luciano Barbosa ("candidato ao Senado ou deputado federal, se bem que ele já disse que vai à deputado federal").

Veja trechos:

Renan é, naturalmente, candidato à reeleição à presidência do Senado?

É um nome, mas falta muito tempo para a eleição.

A presidente Dilma Rousseff apoiaria outro nome à Presidência do Senado? Tem um substituto para Renan?

Não, que eu saiba. Renan tem a confiança da presidente. Não vejo outro nome que possa substituir Renan à presidência do Senado.

Se Renan tem confiança da presidente, por que ele será candidato ao Governo de Alagoas, se pode disputar a reeleição à presidência do Senado?

Eis a questão. 

Por que Renan demora tanto em assumir a disputa ao Governo?

Ele diz que vai anunciar em março, abril.

Não é tarde demais?

Não, porque o quadro [eleitoral] só se define no próximo ano. É quando vamos ter clareza sobre tudo.

Se a eleição à presidência do Senado fosse hoje, Renan teria quantos votos?

Collor faz uma pausa longa, como se tentasse lembrar algo.

Mais de 50 votos, dos 81?
Ah, sim, mais de 50 votos. Não tenho dúvida.

Renan se movimenta como candidato à reeleição?
Não, não se movimenta. Nem nos bastidores.

As pesquisas mostram uma vantagem da presidente Dilma, quase com vitória acachapante no 1º turno. O senhor insiste em dizer que vai á reeleição ao Senado, quando o Governo poderia trazer Dilma ao seu palanque. Qual o problema?

Não há [problema]. Sou candidato à reeleição, não disputo o Governo. Fui prefeito, governador, presidente da República. Todos os votos a estes cargos dos eleitores me honraram. Mas, sou candidato à reeleição.