Diante da dúvida de quem assumirá a presidência da Mesa da Casa de Tavares Bastos, o deputado estadual Judson Cabral (PT) coloca seu nome a disposição para trazer uma nova gestão ao Poder Legislativo. Ele sabe que a tarefa não é fácil, já que ao longo de seu mandato sempre combateu a forma de administrar da Mesa que assumia o poder da Casa.

O deputado afirma que tem um compromisso com Assembleia Legislativa e que se sente preparado para assumir o cargo para que a Casa retome seu rumo com a transparência que a sociedade sempre esperou. “Vou abrir as contas da Casa, mostrar como os pagamentos se procedem, e incluo neste, o pagamento dos salários dos deputados”.

Para ele, este é um momento de reflexão dos deputados. “A sociedade precisa acreditar novamente neste órgão e agora é a hora da mudança”.

O afastamento

Na noite de quinta-feira (31) a justiça acatou parcialmente o pedido de Ação Cautelar impetrado pelo Ministério Público Estadual (MPE/AL) e determinou o afastamento da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), composta por oito parlamentares.

A decisão foi tomada pelos juízes Alberto Jorge, da 17ª Vara da Fazenda, e Manoel Cavalcante, da 18ª Vara da Fazenda Pública, em conjunto com a força-tarefa do Tribunal de Justiça responsável pelo julgamento de ações de improbidade administrativa.

Ficam afastados da Mesa, o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), o 1º Vice-Presidente Antonio Albuquerque (PRTB), o 2º Vice-Presidente, Sérgio Toledo (PDT), o 3º Vice-Presidente, Jota Cavalcante (PDT), o 1º Secretário, Maurício Tavares (PTB), o 2º Secretário, Marcelo Victor (PTB), o 3º Secretário, Marcos Barbosa (PPS) e o 4º Secretário, Dudu Hollanda (PSD).

Denúncias

O deputado estadual João Henrique Caldas (Solidariedade) entregou ao MPE, há cerca de quatro meses, extratos bancários que apontavam para diversas irregularidades na folha de pessoal do Poder Legislativo entre os anos de 2010 e 2012.

CadaMinuto divulgou e detalhou, em primeira mão, algumas das graves discrepâncias encontradas nas folhas salariais, como pagamentos milionários a um grupo seleto de servidores; funcionários recebendo até 102 vencimentos em apenas um ano; e uma lista de “fantasmas” que incluem empresários de ramos diversos, políticos (com e sem mandato) e até beneficiários do Programa Bolsa-Família, do Governo Federal.