O delegado-Geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, criou uma explicação original para os altos índices de violência em Alagoas.

Diz que o alagoano tem "uma cultura de resolver as agressões com vingança". O tráfico de drogas "também vem ceifando mutas vidas" e quanto ao Estado aparecer no topo da lista dos mais violentos, arremata: "Isso se deve à estatistica apresentada" (?). A entrevista foi ao Gazetaweb.

Se fosse grego e tivesse lido Édipo Rei, Cerqueira responsabilizaria o destino de ser alagoano como a causa de nosso extermínio. 

Ou talvez culpasse as mãos por elas terem furado os olhos do próprio rei, ao saber do trágico acontecimento com Jocasta.

Há muita dificuldade do Governo assumir, publicamente, o fracasso do Brasil Mais Seguro.

O plano é muito bom, mas não vai além do papel, não envolve todas as secretarias, gastou R$ 200 milhões para a modernização das polícias e a tecnologia engatinha.

Nem IML com raio X existe em Alagoas. 

Aliás, nem IML existe na capital. O de Maceió funciona no improviso há 80 anos, interditado pela Vigilância Sanitária. O primeiro vai ser inaugurado ano que vem- só por acaso ano de eleição. 

O quê fazer?

O Governo testa as melhores justificativas para usar no guia eleitoral do próximo ano. Responsabilizou uma vez a imprensa, o senador Fernando Collor, o vice-governador José Thomáz Nonô e a família Sampaio pelos resultados do Brasil Mais Seguro. Veja aqui

A emenda desafinou o soneto.

Então, o delegado Paulo Cerqueira joga, para a plateia, uma nova ideia: o destino.Ou nosso vingacionismo exacerbado. 

Talvez uma revelação do oráculo? Ou da Esfinge?