Duas provas ajudam o Ministério Público e a Justiça, na decisão que afasta deputados estaduais dos cargos, na Mesa Diretora da Assembleia.
A primeira é a recepção dos promotores e oficiais de Justiça, na tarde de sexta-feira (1), no casarão da Praça Dom Pedro II: sob aplausos, servidores davam a resposta que se esperava há tanto tempo, diante da avalanche de denúncias. Era uma resposta à descrença geral.
A segunda é a descoberta do próprio MP: a figura de "Lázaro", "ressuscitado" na folha de pagamento e promovido de função, mesmo morto.
Talvez pela antiguidade dos fantasmas da Assembleia, os gestos do MP e do Judiciário sejam mais uma resposta ao descaso com o bem público, tão comuns à nossa elite, pouco poética e mais apodrecida pelos hábitos de um país insistentemente colonial.