Durante entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira (30), o deputado Antonio Albuquerque (PRTB), vice-presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), negou qualquer envolvimento nas supostas irregularidades praticadas pela Mesa Diretora, cujo pedido de afastamento foi formulado à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE/AL).
“Posso provar que não tenho participação na gestão desta Mesa. Não há nada que possa envolver a mim ou a algum servidor do meu gabinete nas denúncias investigadas”, afirmou o parlamentar, no plenário da Casa de Tavares Bastos.
Albuquerque disse que não faria juízo de valor em relação aos demais integrantes da cúpula do Poder Legislativo, porque desconhecia as ações praticadas por eles. “Não aceito ser penalizado por atos que não cometi. Nesta gestão, nunca assumi a presidência de forma administrativa ou financeira, por isso não tenho qualquer preocupação de que eu seja enquadrado nessa solicitação do Ministério Público”, frisou.
O parlamentar lembrou que possui litígios na Justiça contra a Mesa Diretora e afirmou que é “zero” o seu interesse em presidir a Casa. “Toda a imprensa sabe que não tenho relação política com a Mesa, nunca assinei nenhum ato da Mesa, nem mesmo o de nomeação do procurador-geral, Fábio Ferrario”.
Questionado sobre a possibilidade de renunciar ao cargo de vice-presidente, ele disse que, se for necessário, não se importa em fazê-lo. Albuquerque aproveitou a entrevista coletiva para anunciar ainda que, por decisão própria, não recebe verba de gabinete e que nenhum servidor ligado a ele recebe a polêmica Gratificação por Dedicação Exclusiva (GDE). “Após vários pedidos verbais que não foram atendidos, solicitei à presidência da Casa as certidões que comprovam o que estou afirmando”, acrescentou.
Em relação às declarações do procurador-geral da Casa (em entrevista à imprensa, Ferrario questionou a legalidade do enquadramento de servidores para o nível superior, ato assinado em uma das gestões de Albuquerque como presidente da ALE, no biênio 1995/1996), o parlamentar frisou que nunca tomou qualquer decisão sem ouvir a procuradoria da época: “Tenho o maior respeito pelos servidores e nunca fiz nada irregular para beneficiá-los ou prejudicá-los”.
