O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, é quem vai decidir os rumos de um assassinato em Alagoas. Trata-se do gerente de posto de combustíveis, Edler Lira da Silva, de 34 anos, morto no local de trabalho- apontam as investigações- pelo policial civil Jadielson dos Santos Nunes e o comerciante Antônio Ananias dos Santos. O crime aconteceu em Coité do Nóia, em 18 de junho de 2008. Edler trabalhava há poucos dias no Auto Posto Norte Sul- às margens da rodovia AL 115.

Naquele dia, às 7H33 da manhã, dois homens chegaram em uma moto Honda Twister, vermelha, simulando abastecer. E atiraram contra Edler.

Uma testemunha alega ter visto Antônio Ananias com uma moto que tinha as mesmas características da usada no crime. Outra testemunha afirmou, em juízo, ter vendido uma moto- com as mesmas características- da utilizada no crime.

Chama a atenção: Ananias confessou ter disparado contra o irmão da vítima.

Tanto o policial quanto o comerciante entraram com recursos, que acabaram sendo derrubados no Judiciário- segundo o processo- levando em conta as provas do crime contra os dois.

O caso seria julgado- em Limoeiro de Anadia- no último dia 9 de outubro. Mas, acabou adiado: a "possibilidade de parcialidade dos jurados convocados". O pedido de desaforamento foi encaminhado ao Tribunal de Justiça. 

O recurso impetrado no STF é uma tentativa da defesa de Jadielson, para que ele não seja julgado pelo Tribunal do Júri- que acabou suspenso, à espera do pedido de desaforamento, via TJ.