Enquanto as usinas de Alagoas adiam o início da safra- algumas vão moer quatro meses neste ano e outras, como a Laginha, nem ligarão as caldeiras- os usineiros vivem momentos de prosperidade, em meio a trabalhadores semi-escravizados.

Ao mesmo tempo, aguardam uma posição dos governos de Alagoas e Federal. Dizem que a frustração de receita para esta safra será de R$ 703 milhões. Buscam "socorro" na bancada alagoana em Brasília.

E o deputado federal João Lyra (PSD), por exemplo, vai à reeleição à Câmara Federal. É líder em faltas, mas aposta no prestígio e no dinheiro- guardado para a campanha- pavimentando uma votação acachapante.

Enquanto isso, o patrimônio do parlamentar é preservado. 

Quanto aos negócios, a dívida é de R$ 1,2 bilhão (pode ser maior) e milhares de fornecedores aguardam a validade do decreto de falência do Grupo JL (o Tribunal de Justiça decretou falência duas vezes).

JL e outras famílias centenárias esperam uma redenção- talvez um novo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Ou presidentes da República na era "café com leite", que compravam as sacas excedentes para queimá-las- protegendo as fortunas paulistas. 

E agora, quem poderá defender os pobres-ricos do setor sucroalcooleiro alagoano?