No dia em que um funcionário público- Silvio Vianna- foi assassinado- há 17 anos- os crimes estampam as capas dos principais portais de Alagoas.

O passado tem uma diferença do presente: Alagoas ainda não liderava a lista da morte no Brasil. Também não havia um plano nacional de segurança.

Mas, assim como naquela época, as unidades de internação para menores não recuperavam ninguém. Assim como os presídios, o IML segue sucateado, a estrutura da segurança pública depende de homens com iniciativas pessoais. Ainda não há um projeto unindo todas as secretarias de combate ao crime e recuperação do tecido social de Alagoas, em frangalhos desde a nossa invenção.

A impunidade poderia ajudar as instituições a superar a marca nacional da impunidade, uma característica, aliás, do Brasil, país que mais mata no mundo e com recursos judiciais protelando uma definição sobre qualquer crime.

Não somos os únicos. Obama é o quarto presidente americano a ganhar um Nobel. E e Obama quem leva adiante um orçamento espetacular de  trilhão de dólares para custear as guerras em locais onde os Estados Unidos têm especial interesse.

Menos de 10% deste valor seriam necessários para acabar com a fome no mundo. A tarefa da pacificação é um desafio mundial.

Mas, Alagoas não precisa ter um orçamento incrível no combate ao crime. As escolas poderiam estar abertas aos alunos, os professores- os funcionários públicos, como Silvio Vianna- teriam condições de receber apoio maior do mesmo Governo que intitula suas ações como "Mais Pressa".

Um Governo pode reponder às preocupações do povo. Mais saúde não significam novas bases do Samu; e segurança não é só helicópteros sobrevoando uma ponta a outra do Estado ou viaturas gastando gasolina nas ruas, enquanto o crime é mais organizado diante do nosso caos

O Governo pode ser agente do fim da guerra. Apesar da contramão do mundo- ainda cegamente guiado pela nossa ignorância.