A Casa Branca negou-se nesta quinta-feira a dizer se os Estados Unidos espionaram a chanceler alemã Angela Merkel, em meio às notícias de que Washington grampeou o celular da chefe de Governo da Alemanha. O porta-voz Jay Carney disse que a Casa Branca "não vai entrar em alegações específicas que foram feitas em relatórios públicos".

Carney indicou que durante uma conversa telefônica entre Obama e Merkel, "o presidente assegurou à chanceler que os Estados Unidos não espionam, e não espionarão as comunicações da chanceler". 

Nesta quinta, a Alemanha convocou o embaixador americano em Berlim ante as suspeitas de espionagem. "É correto que o embaixador americano foi convocado para uma reunião esta tarde com o ministro das Relações Exteriores Guido Westerwelle. No momento será apresentada claramente a posição do governo alemão", afirmou a porta-voz, confirmando uma informação divulgada pelo site da revista Der Spiegel.

Pressionado sobre o tema, Carney reiterou que os EUA se reservam o direito de realizar vigilâncias eletrônicas e que Obama já iniciou uma revisão das atividades de coleta de inteligência a fim de equilibrar as necessidades de segurança com os direitos legítimos à privacidade.

Outros países aliados dos EUA, como Brasil, França e México, também já se queixaram das atividades norte-americanas de espionagem que começaram a vir à tona em junho, a partir de documentos revelados pelo ex-técnico de inteligência Edward Snowden, asilado na Rússia.

Carney admitiu que "isso é claramente uma fonte de tensão em algumas das nossas relações".