O erro de Alexandre Pato ao tentar uma cavadinha contra Dida, no duelo entre Corinthians e Grêmio, nesta quarta-feira, na Arena, foi o assunto mais tocado durante a entrevista coletiva do técnico Tite, ainda no Rio Grande do Sul. A queda nas quartas de final da Copa do Brasil, que contou com o lance derradeiro do atacante, para ele, foi uma falha de todos e o que foi "conversado" ficou dentro do vestiário.
A cavadinha de Pato na última cobrança de pênalti diante do Grêmio e o erro que culminou na eliminação do Corinthians da Copa do Brasil ainda estão sendo digeridos pelo presidente Mário Gobbi. Em fala pausada, quase didática, na zona mista da Arena do Grêmio, o mandatário manifestou confiança no trabalho do atacante de R$ 40 milhões, mas não deixou de criticá-lo pelo rendimento abaixo do esperado com a 7 do time alvinegro.
"Pelo potencial que o Pato tem, podia estar jogando muito mais. O fato é esse. As pessoas cobram mais de quem tem mais para dar. O Pato tem o dom de jogar futebol, um dom muito grande, mas que ele ainda não colocou em prática no Corinthians", declarou Gobbi na saída da Arena do Grêmio.
Após 0 a 0 no tempo normal nas duas partidas, em São Paulo e em Porto Alegre, Pato fechou as cobranças do Corinthians e desperdiçou, assim como Danilo e Edenilson - os três chutes defendidos por Dida. O goleiro corintiano Walter pegou duas, de Barcos e Alex Telles, e não conseguiu classificar os paulistas. Aparentando tranquilidade, Gobbi garantiu que Pato, mesmo com o erro, segue no grupo.
"Ele é jogador do Corinthians. Não sei até quando vai o contrato dele, mas o Alexandre foi mal no pênalti, bateu mal. Teve quem batesse bem, mas também não marcou. Ele vai acompanhar o contrato e vamos fazer ele jogar o potencial que ele tem. E isso ele tem para jogar muito", discursou, esquecendo que o vínculo de Pato se encerra em 2016.
"É a resposta que temos que dar. Não se faz uma mudança, uma reformulação do nada, no final do campeonato. Tem dois meses de jogos só, e olhe lá, se tanto. Agora não se traz reforços, não é hora de falar disso e nem de se agir. É hora de tirar dos jogadores tudo o que não tiramos, para que se encerre o ano com uma campanha digna da tradição do clube", encerrou, pedindo foco nas rodadas finais do Brasileiro.