A violência em Alagoas voltou a ser debatida no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) na sessão ordinária desta terça-feira (22). Primeiro a falar sobre o tema, o deputado Sérgio Toledo (PDT) chamou a atenção para o número de homicídios registrados em apenas dois dias no município de Pilar: quatro, sendo três na noite de segunda-feira e um hoje.

“Dos três homicídios registrados ontem, um deles a vítima era um adolescente de 13 anos. A gente não vê mais nenhuma solução concreta, nem ações efetivas para o combate a criminalidade no Estado”, lamentou, criticando ainda a blitz realizada na semana passada pela Secretaria de Defesa Social (Seds) na Avenida da Paz.

“São essas as ações de combate à criminalidade, uma blitz às 18h, em um local onde o fluxo de veículos é enorme, na saída do Centro da cidade e no horário em que as pessoas estão saindo do trabalho”, ironizou o parlamentar, alegando que a operação só serviu para prejudicar o trânsito na região.

Em aparte, Antonio Albuquerque (PRTB) disse que o aparelho de segurança pública no Estado “faliu”, assim como aconteceu com a Assembleia Legislativa. “Tudo o que se vê são atos pirotécnicos, perseguições e hipocrisia. O modelo adotado na segurança pública afunda a população em um mar de desespero e preocupação e a Assembleia, que também faliu, devia fiscalizar, mas não toma nenhuma atitude. É lamentável, mas a população não tem a quem recorrer”, desabafou.

Também em aparte, Olavo Calheiros (PMDB) lembrou que a violência em Pilar se repete na maioria dos municípios e apresentou um dado considerado “estarrecedor” por ele: “Em sete anos, são mais de 15 mil assassinatos registrados em Alagoas, o que equivale a população de três municípios do porte de Jundiá, Jacuípe e Campestre dizimada”.

Os deputados Judson Cabral (PT) e Dudu Hollanda (PSD) também se associaram ao pronunciamento de Toledo.