Não deve ser diferente. Mas, bem longe dos protestos de junho, julho e agosto- quando o País pedia nomes novos nas disputas eletorais e melhoria dos serviços públicos- a entrada do ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB) na disputa ao Senado- se confirmada pelos pemedebistas- pode indicar que ele mesmo será o laranja da votação no próximo ano. Um laranja de luxo, com estofo para enfrentar o discurso da vereadora Heloísa Helena (PSOL) e a máquina do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Se Renan Calheiros quiser Luciano Barbosa na disputa ao Senado, é para ajudar o senador Fernando Collor (PTB) na reeleição. O discurso de Collor está longe do eco das ruas, apesar dele acompanhar as ações e até arriscar opinar sobre elas.

Mas, as derrotas eleitorais do Chapão- em Maceió- ainda se devem, também, a Collor. Assusta o palanque montado na periferia de Maceió com Francisco Tenório ou Cícero Ferro.

Luciano Barbosa pode ajudar a limpar o terreno colorido. Mas, pode carregar, nas costas, o palanque para reeleger Collor. Talvez o histórico administrativo não justifique- de Luciano Barbosa- a miúda pecha de laranja, de multiusos em tantas eleições alagoanas. E efeitos conhecidos por todos.