A greve deflagrada nacionalmente pelos petroleiros na última quarta-feira (16) contra o leilão do campo de libras teve a adesão dos trabalhadores de duas unidades do interior de Alagoas, que se mobilizaram e deram início na manhã desta sexta-feira (18) uma manifestação em frente ao Porto de Maceió, no bairro de Jaraguá. Não há interdição do local, mas o comando de greve decidirá em reunião se a entrada e saída de veículos ainda será bloqueada.
Com carro de som, os grevistas de São Miguel dos Campos e Pilar se juntaram aos trabalhadores de Maceió para reivindicar a suspensão do leilão do campo de libras, marcado para ocorrer no próximo dia 21 de outubro. O Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros,Petroquímicos, Químicos e Plásticos dos Estados de Alagoas e Sergipe (SINDIPETRO AL/SE) explicou a reportagem do CadaMinuto que o valor estimado da área leiloada é de U$ 15 trilhões e no leilão ela pode ser arrematada por U$ 15 bilhões.
“O valor do leilão é um absurdo e acarretará em prejuízos ao país. Quantos benefícios serão perdidos ao rebaixar o preço de U$ 15 trilhões para bilhões? Investimentos deixarão de ser feitos, fora e dentro da área do petróleo, onde muitos trabalhadores não desempenham seus serviços nas condições devidas. É uma área importantíssima, a primeira onde foi encontrado petróleo no pré sal”, explicou o assessor do SINDIPETRO AL/SE, Pedro Roberto.
Além desse que é o principal foco das reivindicações os trabalhadores protestam contra a reposição salarial ofertada pela Petrobrás, de apenas 6.09%. A categoria cobra um reajuste de 16.53% e mais segurança no desempenho das funções.
Os petroleiros ainda reivindicam o arquivamento do Projeto de Lei 4330, que propõe a terceirização dos trabalhos na área. Ainda de acordo com o sindicato, em todo o sistema Petrobrás cerca de 360 mil prestadores de serviço são terceirizados e apenas 70 mil são efetivos. Isso causaria uma precarização das atividades e aumentaria a ocorrência de acidentes, já que os profissionais não estariam totalmente preparados para estas funções.
A manifestação em frente ao Porto de Maceió ainda aguarda a presença de mais trabalhadores que estão se dirigindo do interior para a capital. Não há bloqueio de entrada e saída dos veículos que carregam e descarregam no local, mas o comando da greve analisa a possibilidade de interdição.

