Esta semana, o CadaMinuto Press entrevistou – em suas páginas vermelhas – o ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT). No bate-papo com nossa equipe de reportagem, Lessa falou dos embates com o Judiciário alagoano, dos projetos para o ano de 2014 e avaliou o cenário que – segundo ele – aglutina os partidos que estão na esquerda alagoana.

Ronaldo Lessa ainda voltou a fazer críticas ao governador Teotonio Vilela Filho. Segundo ele, o apoio a Vilela é o motivo dele sempre pedir desculpas a população alagoana. “É um governo de exclusão nas mãos da cooperativa dos usineiros”, opinou. Surpreendentemente também criticou a presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando que só segue com ela diante das alternativas postas, que são Aécio Neves e Eduardo Campos. Confirma a entrevista na íntegra.

Em um ano pré-eleitoral, com o PDT – partido que o senhor comanda no Estado de Alagoas – tem se preparado para disputar cargos eletivos no próximo ano? Quais as reais chances do partido, em sua avaliação?

O PDT tem se preparado e discutido o assunto eleições em encontros regionais. Estamos aproveitando este ano que não tem eleição para arrumar o partido. Tem havido convenções municipais, como teve em Batalha, Coruripe e Campos Alegre. No dia 26, faremos a convenção estadual. Nossa intenção é arrumar a casa para nos prepararmos para o pleito.

Nesta arrumação como se encontra a situação do senhor? Os bastidores dão conta de uma possível candidatura à Câmara de Deputados. É isso mesmo? O plano é esse?

Nós estamos conversando e avaliando o cenário. Conversei com o Eduardo Bomfim (PCdoB), conversarei com a Sandra Menezes (PV) e outros dirigentes partidários que estão no nosso campo de aliança. A gente tenta trabalha com o núcleo aliado para estudar o cenário. Eu almocei com o senador Renan Calheiros (PMDB), que é deste grupo. A minha obrigação – como presidente – é apresentar para o partido uma chapa com nomes para deputado estadual e deputado federal. Disse isto a Executiva Nacional. Poderemos até ter algum nome na majoritária, mas isto é a conjuntura quem vai apontar.

Então, o senhor acredita que há espaço para o PDT entrar numa disputa majoritária. O nome seria o do senhor mais uma vez, como foi em 2006, 2010 e 2012?

O meu é um dos nomes. Pode ser outra pessoa para compor uma majoritária, indicando o vice-governador, por exemplo. Há o nome do Jurandi Bóia se fosse o caso. O nome eleitoralmente mais forte é o meu, evidentemente. Mas, o partido pode querer minha candidatura para federal, por exemplo, porque teria mais chances de ocupar uma das cadeiras. Depois, dá um nome para compor a majoritária. Mas, entra aí uma correlação de forças. O PT – pelo que li – também citou nomes para compor. Nós não sugerimos ninguém. Por enquanto, estamos conversando sobre proporcionais. Temos três deputados estaduais eleitos. O vereador Wilson Júnior deve entrar na disputa. Temos boas chances. Precisamos de uma chapa boa para manter ou ampliar. Federal não temos nenhum. A última vez que elegemos um deputado federal foi quando o Maurício Quintella era do PDT. Hoje ele está no PR. O PDT perdeu deputados federais, até porque o Solidariedade foi gestado dentro do PDT, e agora precisa recuperar cadeiras. Então, posso ser candidato a uma das vagas. Tivemos um abaixa de oito parlamentares na Câmara Federal. É importante eleger deputado federal por Alagoas.

* Confira a íntegra da entrevista na 11ª edição do CadaMinuto Press que já está nas bancas nesta sexta-feira (18)