Nesta sexta-feira, 18 de outubro, é comemorado O Dia do Médico. Eles são os responsáveis por cuidar da saúde do ser humano e podem abraçar diversas especialidades. A maioria desses profissionais diz que “não saberia ser outra coisa na vida que não a medicina”.

Há 35 anos exercendo a medicina, o médico infectologista Celso Tavares, diz que luta pelo que acredita e escolheu fazer medicina por paixão. “Ser médico é entender que o meu trabalho pode garantir a vida e o bem estar das pessoas, é isso que torna o exercício da profissão importante”, resume. Tavares acrescenta que para que isso possa acontecer o médico necessita de condições adequadas para atender aos pacientes. “Precisamos conquistar, estabelecer uma relação de empatia com o paciente para que ele possa revelar o que o incomoda”, acrescenta.

Para Celso, o desafio de ser médico é a necessidade de ter paz interior para entender, estudar, manter-se atualizado para atender aos pacientes. “Estamos lutando para trabalhar a prevenção e promoção à saúde dos maceioenses, e iremos conseguir isso”, enfatiza o infectologista.

Carine Dias, médica acupunturista que atende no PAM Salgadinho, é formada há 15 anos. “Adoro minha profissão, não imagino ser outra coisa na vida. Ser médica para mim é a realização de um sonho. É um casamento sem divórcio o qual me dedico inteiramente”,  diz. Eliane conta que uma das maiores satisfação no exercício da profissão é tratar de pessoas que chegam com muitas dores e vê-las felizes recuperadas do mal que atrapalhava suas vidas em quase tudo. “Muitas passam por outros especialistas com dores articulares, enxaquecas e outros males e conseguem a cura pela acupuntura”, complementa.

À frente de uma nobre e difícil missão, a diretora médica do Hospital do Açúcar, responsável pela maternidade recém-inaugurada com 28 leitos destinados à gestantes do SUS, Juliana de Amorim Matos, médica oncologista há 11 anos, fala que escolheu a profissão porque encontrou no ofício uma forma considerada por ela ‘perfeita’ de ajudar o próximo.

Mesmo diante das dificuldades por que passa o Sistema Único de Saúde (SUS), Juliana assegura que vale a pena qualquer sacrifício para tentar resolver os problemas que surgem no dia a dia do exercício da medicina.

Dentre as muitas experiências que viveu exercendo a profissão, Juliana guarda  uma passagem quando ainda era residente num hospital público em Salvador (BA). “Encontrei no meio do corredor uma mulher largada que tinha câncer e que os outros colegas não tinham muita esperança na cura da mesma por considerá-la  uma paciente terminal. Cheguei perto, levei ela para meu leito e descobri que ela tinha um linfoma no estômago”, relembra. “Essa mulher hoje está bem, goza de boa saúde e é minha amiga até hoje. Nos vemos eventualmente e nos falamos sempre por meio das redes sociais”.

Assumir a maternidade recém-inaugurada para pacientes do SUS, representa para Juliana um desafio que ela enfrenta de cabeça erguida. “Quero, junto com minha equipe, desafagar as maternidades destinadas a atender gestantes consideradas de risco da capital e oferecer um tratamento tranquilo e acolhedor as que chegarem”, destaca. “Ser médica é uma missão; missão essa que amo e que pretendo cumpri-la até o dia que Deus permitir”, finaliza a oncologista.