O deputado Judson Cabral (PT) usou o plenário na sessão desta quinta-feira (17) para prestar solidariedade ao coronel Ivon Berto, chefe do Estado Maior da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), devido à instauração, pelo Conselho Estadual de Segurança Pública Pública (Conseg), de um processo disciplinar contra o oficial.

A instauração do processo acontece dias depois de uma entrevista concedida por Ivon Berto ao jornal Gazeta de Alagoas, onde ele denunciou supostas ingerências políticas nas indicações para os batalhões. O coronel exemplificou que o vereador por Maceió, Silvânio Barbosa (PSB), interferiu para a realização de mudanças no comando do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

A portaria publicada pelo colegiado ontem (16), no Diário Oficial do Estado, destaca que o militar não tinha autorização para conceder entrevista acerca de assuntos referentes à corporação.

 “O coronel foi ao Conseg e procurou esclarecer os fatos sem nenhuma polêmica, preservando a autoridade policial, o comando, a disciplina e, para surpresa dele, o Comando da PM solicitou e o Conseg acatou a abertura do processo disciplinar. São situações como essa que desconstroem a cidadania”, disse Judson, classificando a decisão do colegiado como “um grande equívoco”.

 “Conheço o coronel como cidadão e como militar. Estamos tratando com uma pessoa que merece crédito, por isso solicito que o Conseg revise o seu ato de forma que não desencorajemos as pessoas que se dispõem a contribuir assumindo seus atos, com informações concretas. Precisamos disso, principalmente em relação à Polícia Militar, que vem sofrendo todo tipo de agressão”, defendeu o parlamentar.

O petista também colocou a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), presidida por ele, à disposição do militar e não descartou a possibilidade de convidá-lo a se manifestar na Casa sobre o funcionamento da segurança pública no Estado. “Espero que o Conseg possa analisar essa iniciativa e fazer justiça, mas também iremos tentar aprofundar o assunto aqui no plenário. A nossa segurança pública está em xeque”, finalizou.