Dez meses. Esse é o tempo que a família da policial civil Amélia Dantas espera pelo resultado do inquérito que apurou a explosão na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic). A agente morreu no acidente e até hoje, parentes aguardam o desfecho das investigações.
O fato de a promotora Alba Lúcia Torres ter deixado o caso preocupa ainda mais a família de Amélia, que ainda não entrou com pedido de indenização contra o estado. De acordo com Henrique Dantas, ex-marido da policial, os parentes estão temerosos com o andamento da situação, uma vez que a promotora havia acompanhado o inquérito desde que a explosão ocorreu. Ele afirmou que o receio é que o caso “volte a estaca zero”.
“Um novo promotor assumiu o caso e agora terá um prazo para concluir os trabalhos. Estamos descraditados, mas queremos muito que tudo dê certo”, disse Dantas à reportagem do CadaMinuto.
A saída de Alba Lúcia do caso foi publicada na edição dia 04 de outubro no Diário Oficial do Estado. Alba se averbou suspeita para atuar nas investigações e, segundo a assessoria de Comunicação do Ministério Público, como ela alegou motivos de foro íntimo a promotora resguarda para si o que a levou a deixar o caso.
Cláudio Pereira Pinheiro, promotor designado para substituir Alba, tem até o próximo dia 19 para anunciar que medidas irá tomar. Somente quando o prazo se encerrar, Pinheiro se pronunciará.
O caso
A explosão ocorreu no dia 20 de dezembro do ano passado dentro da sala de munições da sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), que ficava localizada na Ladeira dos Martírios. Amélia Lins Costa Dantas morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas. O abalo foi sentido nos bairros do Centro e Trapiche.
Aproximadamente 200 imóveis foram atingidos. A liberação de energia proveniente da explosão causou danos no prédio e em casas e lojas em um raio de quatro quarteirões e cinco ruas, com avarias em várias edificações segundo Relatório de Avaliação Preliminar de Danos (Avadan) da Defesa Civil Estadual – DC.

