O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) alcançou resultado satisfatório de produtividade, segundo o Índice de Produtividade Comparada (IPC-Jus). É o que mostra o Relatório da Pesquisa Justiça em Números 2013, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.

Os cálculos levam em consideração o volume de processos, a força de trabalho, as despesas e os resultados de produtividade obtidos.

Entre os tribunais de pequeno porte, Alagoas alcançou 78% de produtividade comparada, atrás dos TJAC (100%), TJMS (100%), TJAP (100%), TJRO (92%) E TJRN (79%). Depois de Alagoas, estão os TJSE (77%), TJAM (74%), TJPB (58%), TJTO (55%), TJPI (37%) e TJRR (35%).

Entre os tribunais de grande porte da Justiça estadual, TJRS e TJRJ alcançaram 100% de produtividade. Nenhum dos tribunais de médio porte da Justiça estadual alcançou 100% de produtividade. O TJDFT (79%) e o TJSC (77%) foram os que obtiveram melhor desempenho entre os tribunais de médio porte.

Na Justiça do Trabalho, o TRT 19° (AL) apresentou índice de 85% de produtividade. Entre os demais tribunais de pequeno porte na justiça trabalhista o TRT 14ª RO/AC alcançou 91%, o TRT 22ª PI , 90%, o TRT 16ª e MA, 87%. O pior índice de Justiça do Trabalho foi do TRT 21ª RN, que obteve um percentual de 60%.

IPC-Jus

O IPC-Jus é um índice que compara a produtividade entre tribunais do mesmo ramo e com estruturas similares (pequeno, médio ou grande porte). O novo índice representa um aperfeiçoamento da modelagem do método DEA (do inglês, Data Envelopment Analysis) e estabelece uma relação entre o que foi produzido (denominado output) e os recursos disponíveis para cada tribunal (denominados inputs).

A metodologia compara o resultado otimizado com a produtividade alcançada por cada tribunal. Dessa forma, é possível fornecer dados quantitativos sobre o quanto cada tribunal deve aumentar em sua produtividade para alcançar a fronteira de produção, considerando os recursos que cada um dispõe.

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