Brasilia, - As perdas salariais dos servidores da Eletrobras Distribuição Alagoas (antiga Ceal) causadas pelo Plano Bresser foram tema de mais uma reunião nesta terça-feira (15) na Advocacia geral da União (AGU). O deputado Paulão (PT/AL) e a presidente do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, Amélia Fernandes Costa, reuniram-se com o procurador-geral da União, Paulo Henrique Kuhn.
Apesar de não ter havido avanços na negociação, Paulão avalia que o resultado do encontro foi positivo porque ficou esclarecido que não há nenhum obstáculo por parte da AGU em relação à causa dos servidores. “Havia um jogo de empurra da Eletrobras. A empresa alegava que a AGU travava a ação. O procurador-geral nos informou que na semana passada representantes jurídicos da AGU e da Eletrobras discutiram a ação relativa ao Plano Bresser e que o único óbice é que a Eletrobras se negou a oferecer outra proposta que não fosse os R$80 milhões iniciais”, disse o deputado.
Paulão criticou o fato do diretor-presidente da Diretoria de Distribuição da Eletrobras, Marcos Aurélio Madureira da Silva, não ter comparecido à reunião a que Paulo Henrique Kuhn se referiu. “A ausência de Madureira, que responde como presidente de todas as concessionárias federalizadas, foi uma irresponsabilidade, uma falta de sensibilidade e de compromisso com os servidores e seus familiares, e com a própria empresa”, destacou Paulão.
O parlamentar disse ainda que a falta de gestão em Alagoas é responsável pelo caos no setor elétrico e por diversos apagões no Estado. “Esse diretor passa dois meses sem ir a Alagoas. Além disso, a Eletrobras contrata um escritório jurídico milionário no Estado para defender a questão do Pano Bresser sem nenhuma necessidade. Esse contrato é vazio porque a AGU pode fazer a defesa deles”, afirmou Paulão.
Por sugestão da presidente do Sindicato dos Urbanitários, Amélia Fernandes Costa, a AGU se comprometeu em intermediar uma futura reunião entre o Sindicato e a Diretoria de Distribuição da Eletrobras .
“Queremos esgotar todas as possibilidades de negociação antes de a categoria deflagrar as mobilizações”, avisou a sindicalista. Segundo ela, hoje os urbanitários reivindicam que sejam pagos em torno de R$300 milhões aos 1.300 servidores arrolados no processo, sendo que o valor da ação original é de R$ 1,3 bilhão.
