Levantamento da Assembleia Legislativa indica que há, pelo menos, dez marajás- todos servidores- recebendo salários que chegam a R$ 44 mil- sem a aplicação do teto do funcionalismo público.
Caberá ao presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), decidir o quê fazer sobre eles. Para ele, a tarefa não é tão simples.
Acabar com os supersalários na Assembleia significa, também, implantar o ponto eletrônico: saber quem, quando e onde trabalha cada servidor do Legislativo.
E os relógios de ponto chegaram à Casa de Tavares Bastos. Serão instalados em 15 dias.
Identificou-se um motim: funcionários da Assembleia avisaram que quebrariam o equipamento. O procurador da Casa, Fábio Ferrário, pediu um PM e câmeras para se fiscalizar quem está batendo o ponto regularmente na Assembleia. Ou seja: quem trabalha.
E as imagens? Disponibilizadas na internet, com acesso amplo e irrestrito a qualquer cidadão.
Mas, a regra geral tem uma exceção: deputados não precisarão bater ponto. Marcelo Victor e João Beltrão: fiquem tranquilos!
Em tempo: Mais de 100 pessoas foram demitidas da Casa- por não aparecer no censo da Assembleia. Economia de R$ 100 mil/mês.
