A saída do deputado federal Arthur Lira (PP) da liderança da bancada do partido na Câmara de Deputados não se resume apenas a uma perda no Congresso, mas sim uma desarticulação inesperado que pode resultar em problemas para o senador Benedito de Lira (PP), em Alagoas, na formação de seu grupo para consolidar a candidatura ao governo do Estado.

Benedito de Lira trabalha junto a prefeitos alagoanos e alguns parlamentares na busca por viabilizar sua candidatura ao Palácio República dos Palmares. Por qual razão Benedito de Lira é um candidato considerado forte? Além de ser senador da República, tem um filho deputado federal e possui um bom trânsito tanto no partido quanto no Ministério das Cidades, o que possibilita agilizar emendas e recursos para as prefeituras que são de sua base política. Em troca, a base lhe fornece suporte para a candidatura.

Com isto, Benedito de Lira consegue cacife para se apresentar como alternativa entre os palacianos, que aglutina além do PSDB, o PSB, o Democratas, o PR, dentre outros da base do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Benedito de Lira já tinha um problema: disputava o espaço de candidato da situação com o vice-governador José Thomaz Nonô (Democratas), que também articula junto ao PSDB e ao PSB do governador Pernambuco, Eduardo Campos.

 Outro problema de Benedito de Lira é externo: fazer frente ao grupo do senador Renan Calheiros (PMDB), que pode arrastar o PT para uma aliança. Lira pertence a base da presidente Dilma Rousseff (PT) e ainda sonha com o apoio do Partido dos Trabalhadores no cenário local, aglutinando tucanos e petistas em um mesmo espaço, como aconteceu na convenção que o reelegeu ao comando do PP local.

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