Completa dois anos este mês a ação movida, pela 18ª Vara Cível da capital, que pede a demissão de 700 comissionados na Assembleia Legislativa. A Mesa Diretora nunca cumpriu a decisão- e recorre na própria Justiça para evitar a demissão de apadrinhados e e eliminação das gratificações- algumas delas alcançando 500% acima dos salários. Um sonho inalcançável a qualquer servidor público alagoano.
O quê diz o Judiciário? No último quadrimestre de 2010 e em todo o ano de 2011, a Mesa Diretora da Casa estourou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Deveria aplicar 2% de toda a sua Receita Corrente Líquida no pagamento de pessoal- isso equivale a 1,9% da RCL de todo o Estado.
Só que a Mesa Diretora alnacçou despesas que variavam entre 2,68% e 2,67%.
Parece pouco. No entanto, estas despesas equivalem R$ 1,3 milhão a mais em todos os gabinetes- cada um, exatos, R$ 50.815,62.
Só a chamada "Assessoria Administrativa Especial" foram criados mais 60 cargos. Um contraste de ricos no terceiro estado com mais miseráveis no País.
Pelas contas, desde outubro até hoje a Casa de Tavares Bastos criou três trens da alegria, fumegando nas barbas do Ministério Público Estadual e do Judiciário.
