Keyler Lima assumiu a pasta da Comunicação Social com um desafio: mostrar o que o governo do Estado de Alagoas tem feito. Externa e internamente a expectativa é grande em relação ao trabalho da Secretaria de Comunicação, sobretudo em função das críticas que a pasta recebeu no passado. O próprio vice-governador José Thomaz Nonô (Democratas) já havia alfinetado afirmando que o governo se comunicava mal.
Lima diz ter “carta branca” para realizar mudanças. Fala da relação com as agências de publicidade e da primeira reunião que teve com os assessores de Comunicação do Estado de Alagoas.
Secretário, neste tempo que o senhor assumiu a pasta já deu para avaliar quais são os maiores desafios que se tem pela frente? E quais são eles?
Já dá para saber. Primeiro: quando a gente pensa em comunicação não pode pensar apenas em publicidade, campanhas publicitária. Esta é uma visão de quem não é da área. Comunicação é – sobretudo – conteúdo. Informação. Desde que eu cheguei aqui notei a necessidade de melhor comunicar aquilo que o governo estava fazendo. Então, o primeiro grande desafio é exatamente este. O governo tem muitas realizações. Muita coisa foi feita de 2007 para cá, mas talvez a gente não tenha tido a habilidade de comunicar corretamente o que foi feito. Talvez nós estivéssemos entregando uma informação que a sociedade absolutamente não percebe. O grande desafio que eu vou ter é pegar este trabalho feito pelo governo do Estado e a prova disse é que nó absolutamente não vivemos um caos. Seria um caos se não houvesse trabalho feito pelo governo do Estado, mas há. Vivemos um problema de entregar informação corretamente a população e isto não é campanha publicitária.
O senhor já realizou uma grande reunião com todos os assessores de comunicação do governo do Estado. O que é que foi pedido? Quais foram as diretrizes passadas?
Foi o primeiro encontro com as assessorias. Gostaria de ter feito antes, mas não pude por conta da agenda que não permitiu. Mas uma das coisas que defini é não ser premido pela agenda. A reunião foi para colocar exatamente que nós queremos conteúdo. Nós queremos informação. A informação é que vai permitir comunicar as realizações do governo. Esta forma de comunicação é única. Vamos padronizar, avaliar do ponto de vista e apresentar os resultados que o governo tem.
Como está sendo a relação da Secretaria de Comunicação com as agências de publicidade? Já foi uma relação alvo de questionamentos, de denúncias na imprensa. Já se questionou até o valor da produção das peças publicitárias e a eficácia destas. Enfim, como está sendo esta relação hoje?
Se existia problemas nesta relação, o que eu posso dizer é que hoje não existe. Absolutamente não há problema. O que muda é o tom daquilo que nós queremos entregar como resultado. Não será permitido em nenhuma hipótese que as agências de publicidade digam aquilo que o governo vai entregar. Quem tem que dizer isto é a Secretaria de Comunicação. E a forma de veicular também será decidida pela Secretaria de Comunicação. Quanto ao custo de produção ser alto ou não, esta análise vai ser justamente a minha função. Como economista, estou aqui justamente para fazer gestão. No quesito custo, eu sou impiedoso. Vou sempre buscar a melhor forma de campanha publicitária com o menor custo possível. Além do que, a minha determinação é a valorização dos profissionais do local. Não vou permitir e aceitar utilização de mão-de-obra de fora. A não ser que não tenha aqui. E isto é um aprendizado que eu trago da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico. A prioridade é pela mão-de-obra local, o serviço local, os equipamentos do local.
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