O prefeito Rui Palmeira (PSDB) decide até a próxima semana se decreta situação de emergência na administração municipal. Duas áreas são consideradas- pelo prefeito- as mais preocupantes: saúde e educação. A medida é discutida desde o início do ano.
Os postos de saúde- sem remédios até para dor e linhas para sutura de pontos- e a queda do teto da escola Rui Palmeira- que leva o nome do avô do prefeito- ajudam a acelerar um possível "sim".
Problema é que Rui observa a experiência do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Por isso, "segurou" a medida nove meses.
O decreto de emergência para a reforma de 160 escolas da rede estadual nem melhorou a estrutura em algumas delas e, em outros casos, até o ano letivo está atrasado. Além do Governo receber uma ação de improbidade administrativa, do Ministério Público Estadual, e as (muitas) dúvidas das relações- nebulosas- entre algumas construtoras e Governo.
Qual o problema do decreto de emergência? A medida abre brechas na lei. O gestor escolhe quem oferece o quê ao município e sem licitação- um caminho escancarado para a corrupção. É assim a experiência das cidades alagoanas sob emergência.
Se assinar o decreto, Rui vai pedir um crédito de confiança. Postos e escolas serão reformados e os serviços públicos melhoram, é o que ele diz.
Por enquanto, Rui terá pela frente a desconfiança.