Na sessão ordinária desta terça-feira (24), o deputado Ronaldo Medeiros (PT) questionou a decisão do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) pela abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor do delegado Alcides Andrade, ex-titular da 17ª Delegacia Regional de Marechal Deodoro. Para o petista, o delegado está sendo usado como “bode expiatório”.

Em relação à ligação clandestina de energia elétrica – o popular “gato” – descoberta na distrital, o deputado argumentou que é preciso verificar quem é o responsável pelas faturas de energia em atraso e pela condição deplorável da delegacia.

“A corda vai arrebentar do lado mais fraco, que é o do delegado, que está sendo usado com bode expiatório. Se ele fez o gato, o que eu não acredito, foi para poder trabalhar. É culpa dele se a energia não foi paga? O Conseg quer apurar pelo caminho errado”, defendeu o petista, criticando o funcionamento da segurança pública como um todo em Alagoas.

 “Se existem mais de 400 inquéritos paralisados na Delegacia de Marechal Deodoro é porque não há controle. Quantos milhares de inquéritos devem estar paralisados nas outras delegacias? Parece que os processos estão na época da manivela”, disse o parlamentar.

PMs com medo

Medeiros também repercutiu, em plenário, o assalto ocorrido nesta tarde em uma loja na Avenida Fernandes Lima, que deixou um policial militar baleado. “Os policiais hoje andam com medo, escondem a farda e a carteira quando não estão a trabalho, porque se saírem fardados correm risco de vida”.

Em aparte, Jeferson Morais (DEM) questionou os gastos do Governo Federal com a presença da Força Nacional em Alagoas, que chegou a R$ 40 milhões no ano passado: “É preciso avaliar o custo benefício. São investidos R$ 3 milhões por mês e isso não significa a redução da violência”.

Para o democrata, o Governo do Estado precisa dar fim à “política da boa vizinhança” adotada em relação aos bandidos. “Enquanto Alagoas tratar criminosos como simples excluídos ninguém mais estará seguro”, finalizou.