Famílias que ainda estavam ocupando o Edifício Palmares, antiga sede do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Maceió, tiveram que deixar o prédio na manhã desta segunda-feira (23). A Polícia Militar realizou uma operação para garantir a desocupação do espaço, após uma decisão judicial do dia 31 de julho, do juiz Paulo Cordeiro, da 3ª Vara da Justiça Federal.
Apesar da resistência inicial, muitas pessoas já haviam deixado o prédio restando apenas oito famílias, que foram retiradas na manhã de hoje. Desde que ocuparam o edifício, os integrantes do Movimento Via do Trabalho (MVT) afirmam não ter um local para morar e aguardam a construção de um conjunto habitacional no Benedito Bentes, que só deverá ser entregue em 24 meses.
Toda a ação foi comandada por policiais militares do Centro de Gerenciamento de Crises, que teve a participação de agentes da Polícia Federal. Segundo um dos líderes do movimento, Marcos Antônio, o ‘Marrom’, após dois meses de ocupação do prédio, as famílias ainda vivem o drama da indefinição.
“Decidimos não resistir à reintegração. Agora, as 300 famílias que chegaram a ocupar o edifício estão divididas e enquanto algumas já procuraram um novo prédio para ficar, outras seguiram para um terreno às margens da Avenida Márcio Canuto, no Barro Duro. O problema é que a prefeitura deu a solução dessas moradias, que vão demorar muito tempo para serem erguidas”, completou o líder do MVT.
As famílias que ficaram alojadas no Edifício vieram de um terreno na Santa Lúcia de 50 hectares, local onde firmara moradia por mais de um mês, em barracos construídos ilegalmente. Durante todo o processo, as lideranças dos movimentos sociais no local cobraram a entrega de casas que foram prometidas e pediram maior atenção dos órgãos públicos responsáveis.
Uma decisão judicial levou os moradores a deixarem o local. Eles seguiram em caminhada pela Avenida Fernandes Lima e ocuparam por um dia o prédio da Eletrobras, fazendo em seguida a mudança para o imóvel localizado no Centro da capital. O Edifício Palmares foi desativado após uma decisão judicial e os órgãos que funcionavam no espaço foram transferidos. No entendimento da justiça não havia estrutura suficiente para a permanência devido os inúmeros problemas encontrados após fiscalizações.


