Referência no atendimento de gestantes de alto risco, a Maternidade Escola Santa Mônica, localizada no bairro do Poço, voltou a registrar nesse sábado (21) um índice de pacientes bem acima de sua capacidade. A situação segundo os próprios funcionários e a população, é recorrente. Recentemente a Defensoria Pública do Estado foi notificada pela direção da unidade sobre a falta de leitos para as mães que buscam atendimento e para bebês que necessitam de vagas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal, no entanto o quadro continua sem alterações.

O problema se estende há anos. Grávidas esperando atendimento ou cuidando de seus filhos recém-nascidos nos corredores, em colchonetes largados no chão, não são cenas raras na unidade. Situação que ganha contornos ainda mais caóticos em finais de semana, devido ao fechamento de outras maternidades.

O Hospital Universitário também recebe grávidas de risco, mas recentemente parte dos casos não estão sendo atendidos, o que fez com que a situação da Santa Mônica se agravasse.

Tentando contornar a superlotação registrada durante toda a semana e que se agravou nesse sábado, a direção da Santa Mônica tenta transferir alguns recém-nascidos para que haja liberação de leitos.