Sem a adesão esperada no “protesto” realizado nesta manhã de sexta-feira (20), na sede da Guarda Municipal de Maceió, e temendo o esvaziamento do movimento, o sindicato da categoria adotou uma prática semelhante à adotada por movimentos como o MST: “importou” “militantes” do interior de Alagoas para tentar “engordar” a manifestação.

O Sindiguarda, sindicato da categoria, tem abrangência estadual. Um grupo de guardas quer a saída do coronel reformado da PM, Edmilson Cavalcante, do comando da instituição, pauta que o prefeito Rui Palmeira já afirmou que não vai atender.

Com um trabalho moralizante e dinâmico, o Coronel Edmilson – que já comandou a Polícia Militar de Alagoas – vem desde janeiro de 2013 tentando dar um novo perfil à instituição, fundamental no trabalho conjunto de combate à violência em Maceió.

A determinação do prefeito é estruturar a guarda e investir no efetivo para que os homens e mulheres da guarda saiam dos gabinetes e estejam presentes nas ruas e praças.

No começo deste ano, os guardas tiveram um aumento de mais de 9% nos salários. Em oito meses, o Coronel da PM,reformado, Edmilson já realizou a licitação dos fardamentos da guarda, encaminhou à Polícia Federal o processo de armamento da tropa – processo parado há anos e desde a administração de Cícero Almeida – passou a controlar o ponto dos guardas e o uso dos veículos oficiais da instituição.

O novo comando da guarda realizou outra alteração que desagradou alguns guardas municipais: alterou a escala de trabalho, que antes era de 24 horas por 72 horas. O guarda trabalhava 24 horas e folgava 3 dias.

A pergunta que não quer calar é: alguém consegue trabalhar 24 horas sem parar?

Enquanto o protesto acontecia, dentro da sede da Guarda os trabalhos eram realizados normalmente.

acesse>twitter@Bsoutomaior