Após nove meses da tragédia na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) o inquérito policial que apura as possíveis causas da explosão ainda não foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE/AL). Por meio da assessoria, o MPE informou que, quando chegar, a peça policial será analisada pela titular 64ª Promotoria de Justiça da Capital, Alba Lúcia Torres de Oliveira.
A promotora terá 15 dias para decidir qual será a medida adotada pelo Ministério Público Estadual. Alba Torres poderá oferecer denúncia, requisitar novas diligências ou optar pelo arquivamento. O inquérito da Deic é presidido pelo delegado Carlos Reis, diretor de Polícia Judiciária Metropolitana (DPJM), com a comissão formada também pelos delegados Robervaldo Davino e Medson Maia.
A explosão
A explosão ocorreu no dia 20 de dezembro do ano passado dentro da sala de munições da sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), que ficava localizada na Ladeira dos Martírios. A agente policial Amélia Lins Costa Dantas morreu e outras oito pessoas ficaram feridas.
O abalo foi sentido nos bairros do Centro e Trapiche. Comerciantes na região do Farol afirmaram que lojas e clínicas tiveram os vidros estraçalhados. Aproximadamente 200 imóveis foram atingidos.
A liberação de energia proveniente da explosão causou danos no prédio e outros em um raio de quatro quarteirões e cinco ruas, com avarias em várias edificações segundo Relatório de Avaliação Preliminar de Danos (AVADAN) da Defesa Civil Estadual – DC. Os principais danos foram relacionados a estrutura física dos imóveis como: teto, forros, portas, vidraças, esquadrias, rachaduras em paredes, caixas d'água, entre outros.
