A Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (ASSMAL) vem a público manifestar seu total repúdio às declarações do comandante de Policiamento da Capital, coronel Neuton Bóia, publicadas na última segunda-feira, 16, em sites locais.

As afirmações do coronel sobre o assassinato do sargento da Polícia Militar, Roberto Barbosa, em um bar no Graciliano Ramos, são consideradas pela entidade como irresponsáveis.

O coronel Neuton Bóia declarou à imprensa que o policial provocou a sua morte, já que, estava em um ambiente considerado inadequado. Diante da afirmação do comandante do CPC, a ASSMAL garante que esta é uma forma de maquiar os crescentes índices de criminalidade em Alagoas e a falta de efetivo para o trabalho ostensivo na PM.

Hoje, a Polícia Militar dispõe de apenas 5.700 policiais da ativa para atender todo o estado. Destes, mais de dois mil estão no setor administrativo ou em gabinete militar.

Para entidade, é inadmissível que os bravos policiais alagoanos - que estão diariamente na linha de frente no combate à criminalidade - sejam ofendidos por um dos seus representantes quando passam a ser estatística da violência.

Ainda conforme dados da ASSMAL, em nove meses, sete militares foram mortos em Alagoas em situações diversas. “A violência está batendo na porta de todos os alagoanos e entre eles os policiais militares. É lamentável ver o comandante do CPC fazer este tipo de declaração, pois ninguém procura morrer de uma forma tão trágica. 

O sargento Barbosa era um bom policial e sua família merece respeito. Todos nós estamos a mercê da criminalidade devido à falta de políticas públicas”, disse o diretor de esportes da ASSMAL, sargento Gédson Ataíde, em representação ao presidente da entidade, subtenente Teobaldo de Almeida.

Por fim, a entidade pede providências em relação ao crime do policial e ainda buscará respostas para as ofensas a dignidade e os direitos dos militares.