Em São Januário o foco está voltado para tirar o Vasco da zona rebaixamento. Após perder em casa para o São Paulo por 2 a 0, na tarde deste domingo, o time já mira o confronto da próxima quarta-feira contra o Vitória, para começar a esboçar uma reação no Campeonato Brasileiro.
Ocupando a 17ª colocação na tabela da competição, com 24 pontos, o elenco de Dorival Júnior está com o salário atrasado em dois meses, e precisa trabalhar para reverter o quadro. O técnico não acredita que falta de vontade e de pagamento venham sendo os principais fatores pelos resultados ruins do time.
"Em nenhum momento tem faltado força de vontade. Isso(salários atrasados) é uma situação com que temos que aprender a conviver e trabalharmos em cima. São reais? São. Agora estamos tentando fazendo o melhor para que a equipe mantenha o nível de concentração. Eu não posso reclamar de falta de vontade. Temos uma equipe tentando fazer da maneira correta. Tentando jogar. Posicionada em campo, mas os resultados não têm acontecido. E isso é uma preocupação constante", falou o técnico.
As vaias dos torcedores vascaínos ecoaram pelas arquibancadas de São Januário tão logo o time levou o primeiro gol. O ápice do protesto estourou quando o Vasco tomou o segundo, na etapa final, com gritos e cânticos entoados pedindo a saída do presidente Roberto Dinamite. O treinador vê a cobrança dos cruzmaltinos como um fato normal. E acredita que quando o time se encontrar em campo, e a rede voltar a balançar, a situação vai mudar.
"O jogador sempre trabalhou sobre pressão. Ele tem que ter consciência que está em um grande clube e em uma grande equipe. Temos que trabalhar e melhorar, essa é a consciência que temos que ter. O restante são detalhes. Se passarmos a fazer gols, o torcedor vem junto. Estamos precisando também que a sorte vire um pouquinho para o nosso lado", falou o treinador, ressaltando a juventude do elenco cruzmaltino e do apoio dos torcedores com esses jogadores inexperientes. Dorival acredita que o momento é para somar forças em prol do Vasco.
"Sempre chamei atenção para o fato de termos um elenco jovem, alguns disputando primeiro Brasileiro. Não só da base, mas também alguns que foram contratados no início do ano, que chegaram com pouca rodagem na competição. Por isso lamentei demais a saída do Eder Luís, que era muito importante e vinha crescendo. Visualizava uma situação futura e que vem acontecendo agora. Temos que ter consciência que temos muitos jovens no elenco e se as vaias continuarem, é natural que a equipe se desequilibre. Temos que somar forças e não dividir. Se vaiar pode ter certeza que as dificuldades vão ser maiores", desabafou o comandante.