Os desmandos e as arbitrariedades que os servidores das áreas de Educação e Saúde do município de Palmeira dos Índios têm denunciado o prefeito James Ribeiro, ganham mais um reforço com a gastança do gestor tucano de R$ 1 milhão e 500 mil somente com combustível, segundo levantamento feito pelo jornalista Odilon Rios.
Um insulto para os servidores que não são ouvidos em suas reivindicações.
O município que abre as portas de entrada ao Sertão de Alagoas, outrora chamado de Princesa do Sertão, ainda sofrendo as consequências da seca, que apesar das chuvas ainda causa resquícios em sua economia, está vivendo um caos sem precedentes com a paralisação de dois setores essenciais para os habitantes de qualquer cidade do Brasil: educação e saúde.
Os servidores não são atendidos em seus pleitos, considerados justos, sob a alegação de que não há recursos financeiros. Mas este argumento cai por terra com a divulgação da despesa absurda do município com compra de combustível. “É preciso que o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado investiguem essa gastança”, clama um servidor.
A greve na educação e saúde, que já completou dois meses, está trazendo sérios problemas aos alunos do município e também aos usuários do SUS, que representam mais de 90% da população local. Os servidores estão decididos a manter a paralisação por tempo indeterminado. O ano letivo já está comprometido e assistência à saúde agrava-se a cada dia.
Este ano, pela primeira vez na história da cidade, que em um dia foi administrada pelo Graciliano Ramos, os palmeirenses ficaram sem o tradicional Desfile da Independência, no último dia 7, porque o prefeito teve medo e receio das manifestações de protestos. Os grevistas, inclusive, já fizeram o enterro simbólico do tucano em frente à sede da prefeitura.
O dinheiro gasto pelo prefeito com combustível daria para fazer 25.641 viagens de ida e volta de Palmeira dos Índios a Maceió.
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